Igreja, escolas e empresas se unem em ação solidária contra o trabalho infantil

Igreja, escolas e empresas se unem em ação solidária contra o trabalho infantil

A primeira experiência com o mundo do trabalho é algo que marca a vida de todo jovem. Ajudar a transformar a vida de crianças também.

1º Retiro da Crisma acontece nos dias 16 e 17 de Dezembro em São Joaquim do Monte

1º Retiro da Crisma acontece nos dias 16 e 17 de Dezembro em São Joaquim do Monte

Nos dias 16 e 17 de Dezembro nossa Paróquia junto com a Pastoral da Crisma e a Renovação Carismática Católica estaremos realizando o 1º Retiro da Crisma, com o tema: "Resgatados pela Imaculada".

Encontro de Música Litúrgica

Encontro de Música Litúrgica

Neste domingo (12), na cidade de Gravtá, a Paróquia de Sant'Ana promoverá uma formação para a preparação dos cantos litúrgicos do tempo do Advento e Natal do Senhor.

XXII Assembleia Diocesana

XXII Assembleia Diocesana

  A cada três anos a Diocese de Caruaru realiza a Assembleia Diocesana de Pastoral, na qual avalia suas atividades pastorais e planeja as atividades a serem realizadas nos próximos três anos.

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Notícias da Diocese

17-11-2017 Diocesanas É com essa proposta que, nesta sexta-feira (17), educandos de escolas públicas do Recife e de Caruaru (PE) serão integrados, como aprendizes, em empresas locais, com o objetivo de vivenciar um dia de trabalho e destinar o valor arrecadado, com as diárias, para a causa da infância. Todo o valor arrecadado com a Campanha dos Estudantes será destinado para a execução de um projeto, em fase de elaboração, com crianças e adolescentes da comunidade José Carlos de Oliveira, localizada no município de Caruaru. O Dia de Trabalho, como foi intitulado, é uma das atividades da Campanha dos Estudantes, realizada pela Cáritas Brasileira Regional Nordeste 2 em parceria com a Cáritas Diocesana de Caruaru. A ação com os jovens celebra a Semana da Solidariedade, que está sendo realizada em todo o Brasil, desde o último domingo (12), por ocasião da fundação desse organismo, que é ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A Campanha dos Estudantes foi lançada no dia 11 de agosto, data dedicada aos educandos, e, desde então, uma comissão formada por agentes Cáritas visita escolas públicas, com o propósito de conscientizar os jovens sobre situações de vulnerabilidade social e também para convidá-los ao engajamento, a fim de transformar parte desse contexto por meio de ações solidárias. Dentre tantos desafios que envolvem a temática da infância, adolescência e juventudes, o assunto que norteou o processo formativo nas escolas foi o trabalho infantil. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país vem registrando, desde 2013, um crescimento no número de crianças que sofrem esse tipo de exploração. De acordo com o coordenador da Campanha dos Estudantes, Célio Meira, a ação visa proporcionar experiências aos jovens em diferentes temáticas, por meio de ações educativas e de iniciação profissional. Entretanto, a transformação social é o grande foco da ação. “O fato de promover discussões nas escolas e inserir os jovens no mundo do trabalho, por si só, é gratificante, mas mudar a realidade social de pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade não tem preço”, explicou. Por Lidiane Santos | Assessoria de Comunicação da Cáritas Brasileira Regional Nordeste 2

Igreja, escolas e empresas se unem em ação solidária contra o trabalho infantil

A primeira experiência com o mundo do trabalho é algo que marca a vida de todo jovem. Ajudar a transformar a vida de cri...

16-11-2017 Paroquiais O retiro é destinado aos jovens que irão receber O Sacramento da Crisma em dezembro deste ano, mas se você que não é aluno da Pastoral da Crisma e deseja participar deste momento de muita fé, pode procurar a Secretária Paroquial ou um dos nosso professores da Crisma e solicitar a sua ficha de inscrição. A taxa de participação é de 10 reais para que possamos quitar os gastos com a realização deste evento. Lembramos que este é um retiro externo (os participantes dormem e se alimentam em casa). O 1º Retiro da Crisma, será realizado na Quadra do Colégio Municipal Osvaldo Benício e desde já você é nosso convidado.  

1º Retiro da Crisma acontece nos dias 16 e 17 de Dezembro em São Joaquim do Monte

Nos dias 16 e 17 de Dezembro nossa Paróquia junto com a Pastoral da Crisma e a Renovação Carismática Católica estaremo...

11-11-2017 Paroquiais O evento é aberto para todos os interessados, que devem comparecer no Centro Pastoral e participar do encontro, que acontece das 9h30min às 12h.  O encontro é direcionado a pessoas que atuam em corais, e que cantam nas celebrações, ou têm interesse em aprender um pouco mais. A entrada é gratuita.

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Neste domingo (12), na cidade de Gravtá, a Paróquia de Sant'Ana promoverá uma formação para a preparação dos cantos li...

03-11-2017 Diocesanas Para esse acontecimento são vivência das atividades ao longo de todo o ano, com reflexões com os os grupos, pesquisas de opiniões, retiros e mini assembléia nas paróquias. Neste sábado (04), acontecerá a vigésima segunda assembleia diocesana das 8h às 17h, no Santuário da Graça, acontece a conclusão dessa etapa com um grande encontro, onde são esperados 400 participantes das dezenove cidades que compõem e Diocese de Caruaru. A programação constará de Celebração Eucarística, mesa redonda sobre os desafios da evangelização evangelização as orientações do Papa Francisco, bem como trabalhos em grupos e escolha das prioridades para a ação evangelizadora. Também acontecerá a escolha da coordenação diocesana de pastoral. Dentro da programação haverá a proposta do calendário de atividades para o ano 2018, lançamento do Congresso Regional de comunicação que acontecerá em 2018 nesta diocese e também o encerramento do Ano Mariano.  

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Notícias Mundo Católico

16-10-2017 Mundo Católico “No dia em que completa 153 anos, a cidade de Campina Grande (PB) recebe um belo presente do Papa: a nomeação de um novo Bispo. Dom Dulcênio vem para a Paraíba ficar à frente da Diocese que me acolheu muito bem, e que me deixou saudades quando da minha transferência para João Pessoa. Fiz uma grande família em Campina. E essa família, com as graças e bênçãos de Deus, vai acolher Dom Dulcênio com muito ardor, na certeza de um frutuoso trabalho episcopal. Venha, Dom Dulcênio, para essa terra que tão bem acolhe os seus pastores”, fala Dom Delson. Sobre Dom Dulcênio: Era, até então, Bispo de Palmeira dos Índios (AL). Atualmente com 59 anos de idade, é natural de Lagarto (SE). Licenciado em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará e em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (RJ). Foi ordenado sacerdote em 14/12/1985, em Lagarto. Cursou Especialização em Filosofia e Epistemologia da Psicologia, pela UVC Ceará, de 1997 a 1998. Dom Dulcênio foi nomeado bispo em 18/04/2001. A posse foi em 16/06/2001, em Estância (SE). Exerceu a função de Bispo Auxiliar de Aracaju (SE), de 2001 a 2006. Estava há 11 anos à frente da Diocese de Palmeira dos Índios. De: Eisenhower Almeida de Albuquerque.Assessor de Imprensa/Comunicação da Arquidiocese da Paraíba.

Dom Delson parabeniza Dom Dulcênio pela nomeação como Bispo de Campina Grande (PB)

O Arcebispo Metropolitano da Paraíba, Dom Manoel Delson, parabeniza Dom Dulcênio Fontes de Matos pela nomeação feita p...

16-10-2017 Mundo Católico Após agradecer ao diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, e demais autoridades, o Papa recordou, em seu discurso, que em 16 de outubro de 1945, os governos decidiram eliminar a fome no mundo através do desenvolvimento do setor agrícola, instituindo a FAO. Nessa época, havia uma grave insegurança alimentar e grandes deslocamentos da população, recordou o Pontífice, com milhões de pessoas procurando sobreviver à miséria e às adversidades causadas pela guerra. Ainda hoje, a realidade exige, segundo pontuou o Papa, maior responsabilidade para garantir a alimentação a todos. “A realidade atual exige uma maior responsabilidade em todos os níveis, não só para garantir a produção necessária ou a distribuição equitativa dos frutos da terra – isso deve ser dado por certo – mas sobretudo para garantir o direito de todo ser humano de alimentar-se segundo as próprias necessidades, participando das decisões que o afetam e na realização das próprias aspirações, sem ter que se separar de seus entes queridos”. Francisco ressaltou que, diante de tal objetivo, está em jogo a credibilidade de todo o sistema internacional. “Sabemos que a cooperação está cada vez mais condicionada por compromissos parciais, limitando inclusive a ajuda nas emergências. Também as mortes por causa da fome e o abandono da própria terra são notícias comuns, com o perigo da indiferença. Precisamos urgentemente encontrar novas maneiras de transformar as possibilidades que dispomos numa garantia que permita a cada pessoa encarar o futuro com confiança, e não apenas com alguma ilusão”. O Santo Padre mencionou ainda que o cenário das relações internacionais mostra uma capacidade crescente de responder às expectativas da família humana. E isso também com a contribuição da ciência e da tecnologia que, ao estudarem os problemas, propõem soluções adequadas. “No entanto, essas novas conquistas não conseguem eliminar a exclusão de grande parte da população mundial: quantos são vítimas de desnutrição, de guerras e mudanças climáticas! Quantos precisam de trabalho ou de bens necessários e são obrigados a abandonar suas terras, expondo-se a muitas e terríveis formas de exploração. Valorizar a tecnologia para o desenvolvimento é certamente um caminho a seguir, desde que sejam tomadas ações concretas para reduzir o número de pessoas que passam fome ou para controlar o fenômeno da migração forçada”. Segundo o Papa, é preciso ir à raiz do problema para enfrentar a relação entre fome e migração. Nesse sentido, ele disse que os estudos realizados pela ONU, como aqueles feitos por outras organizações da sociedade civil, apontam para dois obstáculos a serem superados: conflitos e mudanças climáticas. “Como os conflitos podem ser superados? O direito internacional nos indica os meios para preveni-los ou resolvê-los rapidamente, evitando que se prolonguem e produzam fome e destruição do tecido social. Pensemos nas populações martirizadas por guerras que duram décadas e que poderiam ter sido evitadas, propagando efeitos desastrosos e cruéis como a insegurança alimentar e o deslocamento forçado de pessoas”. O Santo Padre voltou a defender a necessidade de diálogo e de boa vontade para frear os conflitos e um compromisso total contra o desarmamento gradual e sistemático, conforme previsto pela ONU. “Do que adianta denunciar que por causa dos conflitos milhões de pessoas são vítimas da fome e da desnutrição, se não agimos de forma eficaz em favor da paz e do desarmamento?”, questionou.

No Dia Mundial da Alimentação, Papa visita sede da FAO em Roma

Nesta segunda-feira, 16, Dia Mundial da Alimentação, o Papa Francisco visitou a sede do Fundo das Nações Unidas para A...

16-10-2017 Mundo Católico Na parábola, porém, nunca se fala da noiva, mas de muitos convidados, desejados e esperados: são eles que trazem o vestido nupcial. Tais convidados somos nós, todos nós, porque o Senhor deseja «celebrar as bodas» com cada um de nós. As núpcias inauguram uma comunhão total de vida: é o que Deus deseja ter com cada um de nós. Por isso o nosso relacionamento com Ele não se pode limitar ao dos devotados súbditos com o rei, ao dos servos fiéis com o patrão ou ao dos alunos diligentes com o mestre, mas é, antes de tudo, o relacionamento da noiva amada com o noivo. Por outras palavras, o Senhor deseja-nos, procura-nos e convida-nos, e não se contenta com o nosso bom cumprimento dos deveres e a observância das suas leis, mas quer uma verdadeira e própria comunhão de vida connosco, uma relação feita de diálogo, confiança e perdão. Esta é a vida cristã, uma história de amor com Deus, na qual quem toma gratuitamente a iniciativa é o Senhor e nenhum de nós pode gloriar-se de ter a exclusividade do convite: ninguém é privilegiado relativamente aos outros, mas cada um é privilegiado diante de Deus. Deste amor gratuito, terno e privilegiado, nasce e renasce incessantemente a vida cristã. Podemos interrogar-nos se, ao menos uma vez por dia, confessamos ao Senhor o amor que Lhe temos; se, entre tantas palavras de cada dia, nos lembramos de Lhe dizer: «Amo-Vos, Senhor. Vós sois a minha vida». Com efeito, se se perde de vista o amor, a vida cristã torna-se estéril, torna-se um corpo sem alma, uma moral impossível, um conjunto de princípios e leis a respeitar sem um porquê. Ao contrário, o Deus da vida espera uma resposta de vida, o Senhor do amor espera uma resposta de amor. No livro do Apocalipse Ele, dirigindo-Se a uma das Igrejas, faz-lhe concretamente esta censura: «Abandonaste o teu primitivo amor» (2, 4). Aqui está o perigo: uma vida cristã rotineira, onde nos contentamos com a «normalidade», sem zelo nem entusiasmo e com a memória curta. Em vez disso, reavivemos a memória do primitivo amor: somos os amados, os convidados para as núpcias, e a nossa vida é um dom, sendo-nos dada em cada dia a magnífica oportunidade de responder ao convite. Mas o Evangelho adverte-nos: o convite pode ser recusado. Muitos convidados disseram que não, porque estavam presos aos próprios interesses: «eles, sem se importarem – diz o texto –, foram um para o seu campo, outro para o seu negócio» (Mt 22, 5). Uma palavra reaparece: seu; é a chave para entender o motivo da recusa. De facto, os convidados não pensavam que as núpcias fossem tristes ou chatas, mas simplesmente «não se importaram»: viviam distraídos com os seus interesses, preferiam ter qualquer coisa em vez de se comprometer, como o amor exige. Vemos aqui como se afasta do amor, não por malvadez, mas porque se prefere o seu: as seguranças, a autoafirmação, as comodidades… Então reclinamo-nos nas poltronas dos lucros, dos prazeres, de qualquer passatempo que nos faça estar um pouco alegres. Mas deste modo envelhece-se depressa e mal, porque se envelhece dentro: quando o coração não se dilata, fecha-se, envelhece. E quando tudo fica dependente do próprio eu – daquilo com que concordo, daquilo que me serve, daquilo que pretendo –, tornamo-nos rígidos e maus, reagimos maltratando por nada, como os convidados do Evangelho que chegam ao ponto de insultar e até matar (cf. v. 6) aqueles que levaram o convite, apenas porque os incomodavam. Assim, o Evangelho pergunta-nos de que parte estamos: da parte do próprio eu ou da parte de Deus? Pois Deus é o oposto do egoísmo, da autorreferencialidade. Como nos diz o Evangelho, perante as contínuas recusas, os fechamentos em relação aos seus convites, Ele prossegue, não adia a festa. Não se resigna, mas continua a convidar. Vendo os «nãos», não fecha a porta, mas inclui ainda mais. Às injustiças sofridas, Deus responde com um amor maior. Nós muitas vezes, quando somos feridos por injustiças e recusas, incubamos ressentimento e rancor. Ao contrário Deus, ao mesmo tempo que sofre com os nossos «nãos», continua a relançar, prossegue na preparação do bem mesmo para quem faz o mal. Porque assim é o amor, faz o amor; porque só assim se vence o mal. Hoje, este Deus que não perde jamais a esperança, compromete-nos a fazer como Ele, a viver segundo o amor verdadeiro, a superar a resignação e os caprichos de nosso «eu» suscetível e preguiçoso. Há um último aspeto que o Evangelho destaca: o vestido dos convidados, que é indispensável. Com efeito, não basta responder uma vez ao convite, dizer «sim» e… chega! Mas é preciso vestir o costume próprio, é preciso o hábito do amor vivido cada dia. Porque não se pode dizer «Senhor, Senhor», sem viver e praticar a vontade de Deus (cf. Mt 7, 21). Precisamos de nos revestir cada dia do seu amor, de renovar cada dia a opção de Deus. Os Santos canonizados hoje, sobretudo os numerosos Mártires, indicam-nos esta estrada. Eles não disseram «sim» ao amor com palavras e por um certo tempo, mas com a vida e até ao fim. O seu hábito diário foi o amor de Jesus, aquele amor louco que nos amou até ao fim, que deixou o seu perdão e as suas vestes a quem O crucificava. Também nós recebemos no Batismo a veste branca, o vestido nupcial para Deus. Peçamos a Ele, pela intercessão destes nossos irmãos e irmãs santos, a graça de optar por trazer cada dia esta veste e de a manter branca. Como consegui-lo? Antes de mais nada, indo sem medo receber o perdão do Senhor: é o passo decisivo para entrar na sala das núpcias e celebrar a festa do amor com Ele. Fonte: CNBB  

Papa Francisco canonizou 30 brasileiros neste domingo

  Em cerimônia presidida pelo Papa Francisco na manhã deste domingo, 15 de outubro, na Praça São Pedro, foram cano...

15-10-2017 Mundo Católico Após ser cantado o Veni Creator, o Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, acompanhado pelos Postuladores das Causas, dirigiu-se até o Santo Padre pedindo para que se procedesse à canonização dos Beatos, com a leitura de seus nomes. A seguir, foi lida uma breve biografia dos novos Santos e entoada a Ladainha de todos os Santos, pedindo que por meio da Virgem Maria e de todos os Santos seja sustentado o ato que está para ser cumprido. Por fim, o Santo Padre leu a fórmula de canonização. Homilia Se se perde o amor de vista, “a vida cristã torna-se estéril, torna-se um corpo sem alma, uma moral impossível, um conjunto de princípios e leis a serem respeitadas sem um porquê”. Inspirando-se no Evangelho de Mateus proposto pela Liturgia do dia, o Papa recorda em sua homilia que ”o Reino de Deus é comparável a uma Festa de Núpcias”. Nós, “somos os amados, os convidados” para estas núpcias, mas “o convite pode ser recusado”. Neste sentido, somos chamados a “renovar a cada dia a opção de Deus”, vivendo segundo o amor verdadeiro, superando a resignação e os caprichos de nosso eu”. Nós somos os convidados Francisco inicia sua reflexão explicando que o protagonista da festa de núpcias “é o filho do rei, o noivo, no qual facilmente se vislumbra Jesus”. Mas na parábola, não se fala da noiva, “mas de muitos convidados, desejados e esperados: são aqueles que trazem as vestes nupciais: “Tais convidados somos nós, todos nós, porque o Senhor deseja «celebrar as bodas» com cada um de nós. As núpcias inauguram uma comunhão total de vida: é o que Deus deseja ter com cada um de nós. Por isso o nosso relacionamento com Ele não se pode limitar ao dos devotados súditos com o rei, ao dos servos fiéis com o patrão ou ao dos alunos diligentes com o mestre, mas é, antes de tudo, o relacionamento da noiva amada com o noivo”. Vida cristã é uma história de amor com Deus Em outras palavras – explica Francisco – o Senhor “não se contenta com o nosso bom cumprimento dos deveres e a observância de suas leis, mas quer uma verdadeira comunhão de vida conosco, uma relação feita de diálogo, confiança e amor”: “Esta é a vida cristã, uma história de amor com Deus, na qual quem toma gratuitamente a iniciativa é o Senhor e nenhum de nós pode gloriar-se de ter a exclusividade do convite: ninguém é privilegiado relativamente aos outros, mas cada um é privilegiado diante de Deus. Deste amor gratuito, terno e privilegiado, nasce e renasce incessantemente a vida cristã”. Francisco pergunta porém, se em nosso dia-a-dia nos recordamos de dizer “ao menos uma vez”, “Senhor, vos amo. Vós sois a minha vida”: “Com efeito, se se perde de vista o amor, a vida cristã torna-se estéril, torna-se um corpo sem alma, uma moral impossível, um conjunto de princípios e leis a respeitar sem um porquê. Ao contrário, o Deus da vida espera uma resposta de vida, o Senhor do amor espera uma resposta de amor”. Reavivar a memória do primeiro amor O Papa alerta para o perigo “de uma vida cristã rotineira, onde nos contentamos com a «normalidade», sem zelo nem entusiasmo e com a memória curta”. Neste sentido, somos chamados a reavivar a memória do primeiro amor: “somos os amados, os convidados para as núpcias, e a nossa vida é um dom, sendo-nos dada em cada dia a magnífica oportunidade de responder ao convite”. A recusa do convite Mas este convite pode ser recusado. O Evangelho – observa o Papa – relata que muitos convidados disseram não, pois “estavam presos aos próprios interesses”, “ao seu campo, ao seu negócio”. A palavra “seu” – frisa Francisco – “é a chave para entender o motivo da recusa”. Nos afastamos do amor, “não por malvadez”, mas porque se prefere “as seguranças, a autoafirmação, as comodidades”: “Então reclinamo-nos nas poltronas dos lucros, dos prazeres, de qualquer passatempo que nos faça estar um pouco alegres. Mas deste modo envelhece-se depressa e mal, porque se envelhece dentro: quando o coração não se dilata, fecha-se. E quando tudo fica dependente do próprio eu – daquilo com que concordo, daquilo que me serve, daquilo que pretendo –, tornamo-nos rígidos e maus, reagimos maltratando por nada, como os convidados do Evangelho que chegam ao ponto de insultar e até matar aqueles que levaram o convite, apenas porque os incomodavam”. Deus é o oposto do egoísmo “Deus é o oposto do egoísmo, da autorreferencialidade”, pois diante de nossas contínuas recusas e fechamentos, “não adia a festa. Não se resigna, mas continua a convidar”: “Vendo os «nãos», não fecha a porta, mas inclui ainda mais. Às injustiças sofridas, Deus responde com um amor maior. Nós muitas vezes, quando somos feridos por injustiças e recusas, incubamos ressentimento e rancor. Ao contrário Deus, ao mesmo tempo que sofre com os nossos «nãos», continua a relançar, prossegue na preparação do bem mesmo para quem faz o mal. Porque assim faz o amor; porque só assim se vence o mal”. Hoje – portanto – “este Deus que não perde jamais a esperança, nos compromete a fazer como ele, a viver segundo o amor verdadeiro, a superar a resignação e os caprichos de nosso “eu” suscetível e preguiçoso". As vestes dos convidados O Papa destaca então, um último aspecto do Evangelho do dia: “as vestes dos convidados, que são indispensáveis”. Ou seja, não basta responder ao convite dizendo sim e basta, “mas é preciso vestir” “o hábito do amor vivido cada dia”, porque “não se pode dizer “Senhor, Senhor”, sem viver e praticar a vontade de Deus. Precisamos nos revestir a cada dia do seu amor, de renovar a cada dia a opção de Deus”: “Os Santos canonizados hoje, sobretudo os numerosos Mártires, indicam-nos esta estrada. Eles não disseram «sim» ao amor com palavras e por um certo tempo, mas com a vida e até ao fim. O seu hábito diário foi o amor de Jesus, aquele amor louco que nos amou até ao fim, que deixou o seu perdão e as suas vestes a quem O crucificava. Também nós recebemos no Batismo a veste branca, o vestido nupcial para Deus.” Perdão do Senhor, passo decisivo para entrar na sala das núpcias Que “peçamos a Ele, pela intercessão destes nossos irmãos e irmãs santos, a graça de optar por trazer cada dia esta veste e de a manter branca”, o que é possível, “antes de mais nada, indo sem medo receber o perdão do Senhor, o passo decisivo para entrar na sala das núpcias e celebrar a festa do amor com Ele”. (JE) (from Vatican Radio)

O Brasil tem 30 novos Santos: Papa canoniza mártires de Cunhaú e Uruaçu

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