55ª Assembleia da CNBB

55 cnbb 740x493Nestes dias, de 26 de abril a 5 de maio, todos os Bispos do Brasil estamos reunidos em Aparecida para a 55ª Assembleia Geral da CNBB. Em todos os encontros dos Bispos há sempre uma preocupação pela vida do povo brasileiro: preocupação pela vida do povo brasileiro: preocupação com a paz, com a segurança, com o emprego, com a justiça e a solidariedade. Naturalmente a preocupação com a fé e a vida cristã dos mais de 200 milhões de brasileiros e brasileiras é sempre uma prioridade. A Igreja católica tem uma convicção: a vida do povo será melhor na medida em que Jesus Cristo e o seu Evangelho entrar na mente e no coração de cada pessoa humana e das instituições a serviço da humanidade.

Durante esta 55ª Assembleia tratamos dos sacramentos da Iniciação Cristã (Batismo, Crisma e Eucaristia), mas não podemos fechar os olhos sobre as terríveis consequências da corrupção que entrou em todas as estruturas da sociedade, sobretudo dos partidos políticos. Nas próximas semanas farei uma síntese, para os meus leitores sobre as decisões mais importantes dos Bispos reunidos em Aparecida.

Hoje quero divulgar uma parte de uma Nota da CNBB a respeito do valor da vida, contra todas as iniciativas que pretendem legalizar o aborto no Brasil:

O direito à vida é incondicional. Deve ser respeitado e defendido, em qualquer etapa ou condição em que se encontre a pessoa humana. O direito à vida permanece, na sua totalidade, para o idoso fragilizado, para o doente em fase terminal, para a pessoa com deficiência, para a criança que acaba de nascer e também para aquela que ainda não nasceu. Na realidade, desde quando o óvulo é fecundado, encontra-se inaugurada uma nova vida, que não é nem a do pai, nem a da mãe, mas a de um novo ser humano. Contém em si a singularidade e o dinamismo da pessoa humana: um ser que recebe a tarefa de vir-a-ser. Ele não viria jamais a tornar-se humano, se não o fosse desde início. Esta verdade é de caráter antropológico, ético e científico. Não se restringe à argumentação de cunho teológico ou religioso.

A defesa incondicional da vida, fundamentada na razão e na natureza da pessoa humana, encontra o seu sentido mais profundo e a sua comprovação à luz da fé. A tradição judaico-cristã defende incondicionalmente a vida humana. A sapiência e o arcabouço moral do Povo Eleito, com relação à vida, encontram sua plenitude em Jesus Cristo. As primeiras comunidades cristãs e a Tradição da Igreja consolidaram esses valore. O Concílio Vaticano II assim sintetiza a postura cristã, transmitida pela Igreja, ao longo dos séculos, e proclamada ao nosso tempo: “A vida deve ser defendida com extremos cuidados, desde a concepção: o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis”.

O respeito à vida e à dignidade das mulheres deve ser promovido, para superar a violência e a discriminação por elas sofridas. A Igreja quer acolher com misericórdia e prestar assistência pastoral às mulheres que sofreram a triste experiência do aborto. O aborto jamais pode ser considerado um direito da mulher ou do homem, sobre a vida do nascituro. A ninguém pode ser dado o direito de eliminar outra pessoa. A sociedade é devedora da mulher, particularmente quando ela exerce a maternidade. O Papa Francisco afirma que “as mães são o antídoto mais forte para a propagação do individualismo egoísta. ‘Indivíduo’ quer dizer ‘que não se pode dividir’. As mães, em vez disso, se ‘dividem’ a partir de quando hospedam um filho para dá-lo ao mundo e fazê-lo crescer” A nota da CNBB enfrenta ainda outros aspectos sobre a defesa. Continuaremos no próximo número.

Dom Bernardino Marchió
Bispo Diocesano de Caruaru

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