Quadrilhas e Fogueiras

 

CVQBeuFUYAAoQgOEstamos em Caruaru e, nestes dias, ninguém escapa de quadrilhas e fogueiras que transformam as nossa ruas e praças. 
Apesar dos problemas do Brasil, a alegria das festas juninas contagiam todo mundo. No entanto vale a pena uma reflexão sobre o Santo tão famoso no Nordeste.
No nosso tempo, Natal virou Papai Noel e, São João, quadrilha. Se antigamente os cristãos transformaram as festas do Sol Nascente no dia para comemorar o nascimento de Jesus, a Luz da Vida que vencia as trevas da morte, hoje está acontecendo o contrário. Não sei se, entre um ensaio e outro, alguém explica quem foi São João e porque o povo gosta tanto dele. Talvez porque já gostava de pular antes de nascer.
Joãozinho se revirou de alegria quando Isabel, a mãe-velha, foi ao encontro de Maria, a mãe-moça, que acabava de chegar. Foi uma festa dos filhos e das mães. Só louvores e alegria, porque grandes são as maravilhas que o Senhor faz! Se dançar serve para sermos mais amigos e irmãos, vale a pena.
Infelizmente, aquele que dançou antes de nascer, perdeu a cabeça por causa da performance de uma dançarina. Pobre São João! A cabeça dele, cortada, chegou em um prato, para estragar a festa. Ainda hoje, se não cuidarmos, nem sempre os bailes acabam numa boa. O álcool e as novas drogas fazem as suas vítimas.No entanto São João é grande e popular, porque foi humilde. A uma certa altura, entendeu que o Messias e Salvador era um outro: Jesus.
Não se omitiu de apontá-lo aos discípulos dele como “o Cordeiro de Deus, aquele que tira os pecados do mundo”.
Ficou fora a fogueira. A lenda popular fala dos fogos que Isabel teria aceso para mostrar o caminho à Maria. O nosso povo, aproveita para queimar o bagulho que ficou guardado durante os dias de chuva. Agora sim, dá para limpar. São João também na sua pregação falou de limpeza com o fogo. Naquele tempo não tinha problema com o aquecimento global do planeta.
Hoje até a fogueira de São João, dizem, deve ser “virtual”, para ser politicamente correta. Está certo, mas também temos que limpar, de alguma forma, a nossa vida. O lixo pode ser reciclado, transformado em energia limpa, mas, e as outras sujeiras? 
Quando vamos queimá-las antes que sufoquem a nossa vida? Refiro-me a tantos tipos de coisas erradas das quais, todos, acredito, gostaríamos de nos ver livres uma vez por todas. Coisas pessoais e coisas sociais. O fogo que queima o mal se chama amor a Deus e ao próximo. A condição, claro, que não seja, também, virtual.
Dom Bernardino Marchió
Bispo Diocesano de Caruaru

 

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