Jan 06

Pensar a ecologia a partir da encíclica do Papa Francisco

CPb6OxJWgAYES6 Como já sabemos, a última encíclica do Papa Francisco foi sobre a Ecologia. Quem ainda não a leu, proponha-se a lê-la e vai descobrir que beleza imensa e quantas luzes e caminhos acertados para o mundo atual, o qual está ameaçado em todos seus âmbitos, principalmente na ecologia, pois toda a humanidade sofre com a depredação da natureza que atinge toda a Terra! São grandes os desequilíbrios na natureza e têm aumentado inflacionariamente a partir da revolução industrial e das descobertas das novas técnicas, as quais são usadas pelos seres humanos sem princípios éticos nem muito menos da ética universal do Evangelho: “Tudo aquilo que quereis que os homens façam a vós, fazei-o vós mesmos a eles: esta é a Lei e os Profetas” (Mt 7, 12 || Lc 6, 31).

A Igreja aqui no Brasil sempre se preocupou com a questão ecológica conscientizando e propondo ações concretas mediante as Campanhas da Fraternidade.Já em 1979, houve a primeira Campanha da Fraternidade sobre a ecologia com o tema: “Preserve o que é de todos”. E outras se sucederam. Neste ano de 2016, que agora se inicia, mais outra Campanha sobre a ecologia com o tema: “Casa Comum, nossa responsabilidade”.

Essa Casa Comum é a “Irmã e Mãe Terra”, planeta único, girando ao redor do si e em torno do sol numa zona habitável, isto é, para que haja vida em todos os seus estágios: mineral, vegetais, animal e animal inteligente com desejo intrínseco espiritual de transcendência que somos nós. Somente nele, há vida em diversos estados. Há uma biodiversidade imensa no Planeta Terra. Nós, seres humanos, somos essa Vida inteligente e espiritual com desejo de eternidade feliz transcendente. Assim professamos e vivemos dessa práxis de fé de que somos criados à “imagem e semelhança de Deus”.

O Papa Francisco homenageia São Francisco de Assis, pobrezinho e irmãozinho de todos e de todas. O nome da Encíclica: Laudato Si’. É a primeira expressão de louvor de São Francisco no “Cântico das Criaturas” quando chama a todos de irmãos e irmãs. Nomeia o Sol de frei e a lua de sóror! A expressão Laudato Si’ é do dialeto italiano da região da úmbria e era falado por São Francisco de Assis. O poverello de Assis começa o louvor extasiando-se em Deus: “Laudato Si’, mi Signore” - Louvado sejas, meu Senhor”. É o projeto de Deus revelado a Francisco de Assis, uma fraternidade universal com tudo e com todos os seres criados por Ele. Projeto de fraternidade entre os irmãos e de sororidade entre as irmãs. Por isso, Francisco chama de irmãos os de gêneros masculinos e de sórores os de gêneros femininos. Com isso, está ensaiando o projeto divino de uma fraternidade universal e cósmica.

O Papa começa com duas grandes linhas mestras na encíclica inspirada no “Cântico das Criaturas” de que a Terra é “irmã e é mãe”, simultaneamente, por isso, deve ser cuidada com misericórdia, solidariedade e justiça de Deus. Primeiramente, a Terra como nossa irmã é a “ideia-força” de que somos todos e todas, criaturas de Deus e para vivermos numa irmandade. Então, respeitemos a irmã Terra por que ela é nossa irmã. Por isso a Terra é Casa Comum por que assim Deus-pai a criou e tudo que nela existe é criatura do Pai celestial. Somos irmãos e irmãs das coisas da Terra. É fraternidade terrícola! Somos a Terra!

A segunda grande “ideia-força” da encíclica é que a Terra é nossa Mãe! Deus-Pai criador criou a Terra e dela viemos num processo evolutivo da vida. Assim, ela é Mãe, vivemos no seu ventre numa simbiose. Ela nos gera, alimenta-nos, sustenta-nos, governa-nos e no fim de nossa caminhada histórica a Mãe-Terra nos acolhe no íntimo de seu seio para assim esperarmos o dia da feliz ressurreição coletiva. Por isso, o respeito e o cuidado com a Mãe-Terra devem ser com muita reverência! A Terra é pequena e sagrada! Tudo está entrelaçado. Quaisquer desequilíbrios neste sistema terrestre, todos somos atingidos. A recomendação dos cientistas é que usemos dos bens terrenos cuidadosamente com amor. Não poluamos a água, nem o ar e nem matéria e muito menos a nós mesmos. Utilizemos menos água, menos luz, produzamos menos lixo, façamos menos afetação violenta à Terra. Senão o fim da humanidade na Terra será em breve. Não por intervenção de Deus, mas pela ação sem amor da humanidade.

Lembremo-nos de que quando o Filho eterno de Deus-Pai, Jesus, o Cristo veio armar sua Tenda nela, tornou tudo cristificado e divinizável pelo poder de sua encarnação, morte e ressurreição. No dizer dos Santos Padres da Igreja primeva, a começar por São Justino, (nasceu no ano 100 e morreu em 165 d. C.) tudo depois da encarnação do Verbo (o Logos, Jo 1, 1; 1, 14) se tornou “verbificado”, isto é, cheio mistério do amor de Cristo!

Frei Luiz Vieira da Silva, OFMCap.

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