Sep 27

Esperança em meio a seca do semiárido

1630270916Para os agricultores que vivem no semiárido os dias sempre foram muito difíceis. A falta de chuvas na região sempre fez com que a maioria procurasse a cidade, buscando mais oportunidade e qualificação. Assim aconteceu com S. Ivanildo Alves de Moura, de 50 anos. Nascido no Sítio de Serra Velha, no município de Caruaru, quando jovem, ele foi morar na cidade, já que não dava mais para viver da agricultura por conta da estiagem.

Quando se casou com Dona Maria de Lourdes, na época com 23 anos, S. Ivanildo já alimentava o sonho de poder voltar para o campo, de viver do que a terra dava, tal como seus pais e avós. Logo no início do casamento ele comprou um pequeno sítio, no distrito onde nasceu, mas ficou por pouco tempo. A terra estava seca demais e as plantas não brotavam. Os pequenos barreiros que tinham na comunidade estavam secando. Com medo da fome, e já com filhos, o casal decidiu voltar para a cidade.

 

1632270816O tempo foi passando e ainda alimentados pela esperança de um dia poder voltar para o campo, a família decidiu mudar-se novamente. Mesmo com a seca, eles começaram a plantar, como a água do período chuvoso era pouca e não havia como armazenar, eles contaram muito com a ajuda dos vizinhos que tinham barreiros.

A realidade começou a mudar há oito anos, quando eles ficaram sabendo de um projeto do Governo Federal que construía cisternas de primeira água, as chamadas “pequenas”, com um armazenamento de 19 mil litros. Esta água servia para consumo e tendo água para beber e cozinhar, a situação melhorou. O pouco que chovia era armazenado e guardado. Nem sempre dava para o ano todo, principalmente nos períodos de seca pesada, mas para quem não tinha uma gota de água, já era muita coisa.

1634270916No fim de 2014, a Diocese de Caruaru ganhou a licitação do Programa Pernambuco Mais Produtivo, que compreendia a construção de cisternas de segunda água, de 57 mil litros, em 19 municípios de Pernambuco. Seriam 1840 famílias contempladas com a Cisterna Calçadão, essa dava para armazenar água para o ano todo, e ainda criar animais e plantar nos terrenos. Uma luz no fim do túnel para o agricultor já acostumado com a seca do semiárido.

S. Ivanildo foi contemplado pelo programa e a construção da cisterna começou no fim de 2015. Com muito esforço e ajuda da família, o equipamento ficou pronto e ele logo comemorou plantando tudo que tinha direito. No pequeno sítio, tem feijão, milho, fava, mandioca, além de hortaliças, frutas e verduras.

A produção ainda é pouca, mas ele já comemora os resultados. Não precisa mais comprar feijão, e durante o mês de junho conseguiu colher milho suficiente para ele e os parentes. Graças a água, ele ainda consegue criar alguns animais, como bois, galinhas e algumas cabras, que também geram leite.

Hoje, ele já vê perspectiva de futuro e acredita que logo, não terá mais problema com a estiagem, ou mesmo com a fome. A história de S. Ivanildo é só uma no meio de tantas outras encontradas na área rural. Gente que luta pelo pão de cada dia, tirando da terra a sobrevivência de forma respeitosa. São iniciativas como essa que a Diocese de Caruaru apoia e quer, cada vez mais, fazer parte.

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